Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

PSD na Figueira da Foz: Resultado histórico

O PSD obteve, na Figueira da Foz, uma vitória extraordinária nestas eleições. Afirmar outra coisa é um erro, que só pode esconder vontades que querem encobrir e branquear a verdade.
Um resultado histórico, porque já não havia um igual desde 2002 e, mesmo aí, o PSD só obteve mais 300 votos no concelho. Registo, também que, nas legislativas de 1999, o PSD obteve 11.674 votos, menos 357 do que agora. E é um resultado histórico porque:

Ganhámos em 15 das 18 freguesias do concelho, quando havíamos ganho só em 3, em 2009. O PSD, em 2009, já havia perdido em Alhadas, em Maiorca e em Vila Verde; Ganhámos porque, mesmo tendo perdido nessas 3 freguesias, conseguimos mais 396 votos no seu conjunto em relação a 2009 e o PS perdeu 504 votos; Ganhámos no concelho, com 12.031 votos e obtivemos um resultado superior ao do Prof. Cavaco Silva, nas Presidenciais de Janeiro de 2011; Ganhámos, apesar do envolvimento pessoal empenhado na campanha eleitoral, do independente presidente da Câmara Dr. João Ataíde; Ganhámos, pela primeira vez, a freguesia de Brenha, que tem uma única mesa de voto e 1.002 eleitores. Sublinho que esta é, exactamente, a mesa onde eu voto e onde vota João Portugal, o presidente do PS figueirense e o terceiro de uma lista distrital do PS e onde perdeu 14,81% dos votos; Ganhámos na freguesia de S. Pedro, onde também nunca antes havíamos ganho em eleições legislativas. Aqui o PS perdeu 15,3% dos votos e o PSD ganha com 454, mais 144 votos expressos; Ganhámos porque, em relação a 2009, obtivémos mais 1.644 votos nas freguesias ditas urbanas de Buarcos, S. Julião, S. Pedro, Tavarede e Vila Verde e o PS teve, curiosamente, menos 1.647 votos. Ganhámos porque, em relação a 2009, nas restantes freguesias, entendidas no PDM como rurais, obtivémos mais 1.188 votos e o PS registou menos 1.746 votos. Ganhámos porque, apesar dos percalços, apostámos numa renovação de quadros e arriscámos a candidatura de uma jovem figueirense, sem velhos vícios políticos, desprendida de interesses instalados e pronta para o serviço público. Enfim, ganhámos, porque o povo entendeu dar-nos, com confiança, mais 3.126 votos do que ao PS. Quaisquer manobras para criar ruído de fundo, não passam disso mesmo, ruído de quem não suporta a democracia e lhe custa muito aceitar a vontade popular, livre e universalmente expressa nas urnas. Alguns socialistas figueirenses, numa atitude democrática, felicitaram-nos e fizeram bem, outros desviaram caminho. Ainda bem, pela atitude, não são dignos de conviver connosco em democracia. Afirmar agora, com uma mentira descarada, como li nos jornais, que o PS na Figueira da Foz teve uma votação acima da média nacional, lembra-me o tempo recente em que foi governo e em que nos mentia diariamente sobre tudo e mais alguma coisa, para justificar o impossível. Os resultados oficiais nacionais dão ao PS 28,05% no País e 27,65% no concelho da Figueira da Foz ou seja teve aqui menos 0,4% e mesmo em relação aos resultados distritais, teve aqui menos 1,53%. Não vejo como 27 pode ser maior que 28 no País, ou 27 pode ser maior do que 29 no distrito, mas pronto! Como esta era a única justificação para os resultados, perdendo-a, perderam em toda a linha estas eleições na Figueira da Foz. Talvez o PS, no desespero da justificação local, venha agora argumentar que ganhou na votação dos que têm mais de 1,95 de altura, pois bem!

Como repetidamente afirmei nessa noite, a vitória nestas eleições deu-nos uma grande satisfação. Agradeci a todos os que se envolveram verdadeiramente no trabalho da campanha eleitoral, compreendemos a presença activa dos que se chegam sempre nas noites em que há vitórias e comemorámos com a discrição de quem sabe ganhar. Mas o País está na ruína e todos nós sentimos o efeito da crise, em especial os desempregados, os jovens à procura do primeiro emprego, os empresários no desespero da manutenção da sua actividade e os idosos, na luta do dia a dia pela sua sobrevivência no sistema de saúde e na mercearia. Senti-me bem, nesta noite, olhando para os resultados que revelam o quanto o povo em nós confiou, em especial no Dr. Pedro Passos Coelho e da forma clara como o fez, mas senti, de igual forma, uma enorme responsabilidade do PSD em não defraudar esse voto e no enorme trabalho que está pela frente, para conduzir o País à tão desejada recuperação e para proporcionar qualidade de vida a todos, em especial aos que menos têm e mais precisam. Agora vamos ao trabalho.