Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

PSD na Figueira da Foz: Resultado histórico

O PSD obteve, na Figueira da Foz, uma vitória extraordinária nestas eleições. Afirmar outra coisa é um erro, que só pode esconder vontades que querem encobrir e branquear a verdade.
Um resultado histórico, porque já não havia um igual desde 2002 e, mesmo aí, o PSD só obteve mais 300 votos no concelho. Registo, também que, nas legislativas de 1999, o PSD obteve 11.674 votos, menos 357 do que agora. E é um resultado histórico porque:

Ganhámos em 15 das 18 freguesias do concelho, quando havíamos ganho só em 3, em 2009. O PSD, em 2009, já havia perdido em Alhadas, em Maiorca e em Vila Verde; Ganhámos porque, mesmo tendo perdido nessas 3 freguesias, conseguimos mais 396 votos no seu conjunto em relação a 2009 e o PS perdeu 504 votos; Ganhámos no concelho, com 12.031 votos e obtivemos um resultado superior ao do Prof. Cavaco Silva, nas Presidenciais de Janeiro de 2011; Ganhámos, apesar do envolvimento pessoal empenhado na campanha eleitoral, do independente presidente da Câmara Dr. João Ataíde; Ganhámos, pela primeira vez, a freguesia de Brenha, que tem uma única mesa de voto e 1.002 eleitores. Sublinho que esta é, exactamente, a mesa onde eu voto e onde vota João Portugal, o presidente do PS figueirense e o terceiro de uma lista distrital do PS e onde perdeu 14,81% dos votos; Ganhámos na freguesia de S. Pedro, onde também nunca antes havíamos ganho em eleições legislativas. Aqui o PS perdeu 15,3% dos votos e o PSD ganha com 454, mais 144 votos expressos; Ganhámos porque, em relação a 2009, obtivémos mais 1.644 votos nas freguesias ditas urbanas de Buarcos, S. Julião, S. Pedro, Tavarede e Vila Verde e o PS teve, curiosamente, menos 1.647 votos. Ganhámos porque, em relação a 2009, nas restantes freguesias, entendidas no PDM como rurais, obtivémos mais 1.188 votos e o PS registou menos 1.746 votos. Ganhámos porque, apesar dos percalços, apostámos numa renovação de quadros e arriscámos a candidatura de uma jovem figueirense, sem velhos vícios políticos, desprendida de interesses instalados e pronta para o serviço público. Enfim, ganhámos, porque o povo entendeu dar-nos, com confiança, mais 3.126 votos do que ao PS. Quaisquer manobras para criar ruído de fundo, não passam disso mesmo, ruído de quem não suporta a democracia e lhe custa muito aceitar a vontade popular, livre e universalmente expressa nas urnas. Alguns socialistas figueirenses, numa atitude democrática, felicitaram-nos e fizeram bem, outros desviaram caminho. Ainda bem, pela atitude, não são dignos de conviver connosco em democracia. Afirmar agora, com uma mentira descarada, como li nos jornais, que o PS na Figueira da Foz teve uma votação acima da média nacional, lembra-me o tempo recente em que foi governo e em que nos mentia diariamente sobre tudo e mais alguma coisa, para justificar o impossível. Os resultados oficiais nacionais dão ao PS 28,05% no País e 27,65% no concelho da Figueira da Foz ou seja teve aqui menos 0,4% e mesmo em relação aos resultados distritais, teve aqui menos 1,53%. Não vejo como 27 pode ser maior que 28 no País, ou 27 pode ser maior do que 29 no distrito, mas pronto! Como esta era a única justificação para os resultados, perdendo-a, perderam em toda a linha estas eleições na Figueira da Foz. Talvez o PS, no desespero da justificação local, venha agora argumentar que ganhou na votação dos que têm mais de 1,95 de altura, pois bem!

Como repetidamente afirmei nessa noite, a vitória nestas eleições deu-nos uma grande satisfação. Agradeci a todos os que se envolveram verdadeiramente no trabalho da campanha eleitoral, compreendemos a presença activa dos que se chegam sempre nas noites em que há vitórias e comemorámos com a discrição de quem sabe ganhar. Mas o País está na ruína e todos nós sentimos o efeito da crise, em especial os desempregados, os jovens à procura do primeiro emprego, os empresários no desespero da manutenção da sua actividade e os idosos, na luta do dia a dia pela sua sobrevivência no sistema de saúde e na mercearia. Senti-me bem, nesta noite, olhando para os resultados que revelam o quanto o povo em nós confiou, em especial no Dr. Pedro Passos Coelho e da forma clara como o fez, mas senti, de igual forma, uma enorme responsabilidade do PSD em não defraudar esse voto e no enorme trabalho que está pela frente, para conduzir o País à tão desejada recuperação e para proporcionar qualidade de vida a todos, em especial aos que menos têm e mais precisam. Agora vamos ao trabalho.   

Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Palco do espectáculo de fim de ano

Será que não aprendem....não querem aprender, ou é mesmo sina...Diário de Coimbra 2 de Janeiro

"Pena foi que a localização do palco, em frente à Esplanada Silva Guimarães, não tenha sido a melhor. Obstruiu a avenida e o público ficou sem grandes opções de visibilidade, pelo que o espectáculo perdeu algum interesse, com as pessoas a alhearem-se, até as que estavam na Esplanada, já que só a primeira fila de pessoas é que conseguiu ver, em pleno, o espectáculo.
Mais grave ainda, e que mereceu protestos de muita gente, foram as camionetas de carga que ficaram estacionadas nas proximidades do palco e roubaram espaço para o público quando, no entender de algumas pessoas, se tivessem colocado o palco ao nível da avenida, mas na parte interior da praia (logo a seguir ao muro), teria sido resolvido o problema da falta de visibilidade e todos poderiam ter assistido ao espectáculo de frente e até lateralmente."

Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Studebaker Party

Domingo, às 12:45 horas, na RTP 2, o nosso projecto Studebaker party torna-se notícia nacional no programa Vida por Vida.

Uma peça a que se associaram os alunos da Escola do Viso, agora a ter aulas nas instalações do Seminário e a quem agradecemos a ajuda.
A ver, pelos Bombeiros Voluntários.

Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Fim de Ano na Figueira

Tive oportunidade de ver o Cartaz que vai promover o Fim de Ano na Figueira da Foz.
Entre a palidez extrema de alguém que nunca foi à praia, numa terra que tem no Sol e Mar é uma sua vantagem e a tristeza do conjunto, fiquei sem saber: querem ou não promover uma festa de fim de ano? É que, se não querem, vão no bom caminho.
E depois assalta-me uma dúvida: a Câmara, no protocolo que assimou com a Vórtice Dance, previa ou não que existiriam 5 espectáculos. quantos houve? não dei pelos cinco e ouvi dizer que os números para o fim de ano são, numa versão 50 mil euros, noutra 75 mil euros e em outras versões outro tanto. Bem. importa saber quanto exactamente nos vai custar e quanto não deveríamos pagar.
Vamos saber tudo e voltar a este tema, é claro. 

Andam a enganar-nos com o CAE?

Que o PS nunca diz a verdade em Campanha eleitoral e mente com quantos dentes tem, nós sabemos e sabíamos. Nós não votámos no PS e quem votou é que deve fazer contas à sua consciência. Deve procurar saber porque é que votou em alguém que se comprometeu num outdoor que ia reduzir o IMI e que ia reduzir as taxas e licenças e noutro outdoor afirmou a pés juntos que ia oferecer, logo no primeiro ano de mandato, os manuais escolares aos alunos do 1º ciclo e que fazia rastreios gratuitos de oftalmologia e dentista. Disseram que iam criar uma rede integrada de transportes entre as escolas, os clubes e as colectividades e, como se não bastasse, noutro outdoor comprometeram-se a reactivar a gala de pequenos cantores e o festival de música, mas o cúmulo dos cúmulos foi o coreto do jardim municipal e a impensável promessa de que o iam devolver ao seu espaço de antigamente. Gostava de saber o que pensam os saudosistas desse espaço, que tanto criticaram a gestão anterior e que votaram no PS com a esperança de ver de novo o coreto, ao passar pelo jardim e ao ver que tudo está na mesma e que tudo vai continuar na mesma. Lembramo-nos bem da qualidade gráfica da promessa em outdoor do corredor verde, como hoje ainda temos exactamente tudo na mesma na Várzea, tal como da Aldeia do Mar, que passou à clandestinidade e está desaparecida em combate. De uma e de outra, nada foi feito, mas também nada se fez para que alguma coisa se inicie num qualquer dia do futuro. Avaliar um ano de mandato é verificar o que se fez e quais as coisas que se iniciaram. O resultado da análise das mais de 141 propostas deixadas pelo PS em campanha eleitoral é absolutamente desastroso.

O desespero socialista pelo poder lembra a imagem de um lobo esfomeado a olhar para um cordeiro, daqueles do natal, inocente mas rechonchudo de carnes e o lobo, com os seus caninos afiados, morde à esquerda e à direita, até nos seus próprios camaradas de matilha, baba-se e tudo faz, tudo mesmo, para o ter. Nessa altura tudo se diz, tudo se acusa e em tudo fariam sempre melhor e tudo se promete, sem reserva e sem pudor. Quando tem o poder, o PS lembra a imagem das lapas dos rochedos do Cabo Mondego, por mais que o Mar forte lhe dê, agarram-se com todas as suas forças e tudo dizem, intoxicando tudo em seu redor, numa estratégia do quanto mais baralhado estiver melhor e menos o povo percebe o que se vai fazendo.
Primeira nota: Afirmar que não se sabia o estado das contas da Câmara é uma enormidade, que só se equipara a uma leviandade e a uma ligeireza de uma candidatura de alguém ao que não conhece. Não acredito que homens adultos, com uma dose normal de inteligência e de bom senso, se candidatem a algo que não conhecem e do qual não sabiam o seu estado. Acreditar nisso fica para quem o quiser fazer, sabendo que está a ser enganado. Segunda nota: Cada homem é ele próprio e a circunstância e o facto do Presidente da Câmara ser Juiz, isso não significa que dele só venham acórdãos inquestionáveis, atestados intocáveis, opiniões superiores ou a verdade absoluta. O que dele espero, quaisquer que sejam as suas companhias, é que tenha uma visão que nos inclua, uma proposta adequada e capaz de ser discutida, um desafio que seja mobilizador e a verdade, só a verdade. Terceira e última nota: No poder só pode haver verdade quanto às contas, aos números e aos argumentos. Pode haver diferença de opinião, sentido estratégico e táctico diferenciado, mas o ponto de partida para a discussão só pode ser a verdade. Todos sabemos que há três maneiras de mentir: Não dizer a verdade, omitir e fazer estatística ao jeito. O que li e reli, como alguns, sobre o CAE, é muito preocupante e pode abalar profundamente a credibilidade da instituição Câmara Municipal.
Foi dito pelo Vereador Tavares que ia muito mais gente ao CAE, mas a Vereadora afirmou que houve uma redução de 7509 pessoas, só no primeiro semestre 2010, em comparação com igual período de 2009. Foi dito que agora há mais receita, mas há uma diminuição de 8600 pessoas a pagar bilhete naqueles períodos. E quando se dizia que convidávamos muito, pois há mais 593 borlas em 6 meses, mais 100 por mês do que no ano passado. Não é correcto que o Vereador António Tavares tenha posto em causa a honestidade intelectual da Vereadora Teresa Machado, só porque ela questionou o executivo de forma fundamentada. Ele disse enormidades no mandato anterior, algumas das quais já se arrependeu de certeza e que os tempos já o fizeram fazer diferente do que dizia e nunca ninguém lhe deu tal atestado na altura.
A melhor maneira de poupar é não fazer. A verdade é que o CAE desapareceu da notoriedade nacional. Com grande regularidade víamos o anúncio na televisão de espectáculos em Lisboa, no Porto e na Figueira da Foz e hoje isso desapareceu. São tempos de contenção é verdade e por isso a verdade deve presidir.
Moral da história: Importa, rapidamente, um cabal, profundo, inteiro e perceptível esclarecimento, sobre as efectivas contas do CAE - todas, sem rodeios e sem frases feitas, porque não gostamos de mentiras, porque mentir é feio e porque a areia da Figueira deve estar na praia, não nos nossos olhos.

Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Intermitente

os meus posts parecem os semáforos da cidade, sempre intermitentes. e que dizer do cruzamento do Galo de Ouro, será que ainda não houve tempo para implementar uma solução.

Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Presidenciais e Câmara Municipal

Na próxima segunda feira, dia 15 de Novembro, eu vou estar no Conselho Nacional do PSD e vou, com toda a convicção, votar, enquanto membro daquele órgão, o apoio do meu Partido à candidatura do Prof Doutor Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República. É, como se costuma dizer em casos semelhantes, a candidatura natural. Mas é muito mais do que isso, é a candidatura necessária, porque é a única que nos confere um grau de confiança, de credibilidade, de rigor e de sentido de estado que nos deve mobilizar a votar por Portugal. Na política muito se diz, sempre, porque, para alguns, é importante tomar posição a todo o momento. E por isso muito se afirma e quase sempre quem o faz diz ter a verdade absoluta na ponta da língua. A verdade é que a mentira muitas vezes repetida torna-se, numa qualquer discussão, num caso de diferença de opinião e não devia ser assim. Este é mais um momento importante da vida política e temos o privilégio de contar com a disponibilidade de alguém que já deu todas as provas necessárias para acreditarmos. É um referencial de rigor, de oportunidade política e do que tem de bom o exercício de funções públicas. Vamos ter eleições e vamos ter de nos mobilizar. Vamos ter, também, de nos organizar internamente num apoio que se deve verificar positivo. Por isso convidei o Dr. Joaquim de Sousa a coordenar, na área do Partido, tudo o que significa o nosso envolvimento neste processo e registo com muito agrado a sua aceitação. É, sem dúvida, o que de nós está melhor preparado e o que reúne as melhores condições para conduzir esta missão. Dos militantes do PSD da Figueira da Foz eu espero, mais uma vez, uma participação activa, uma entrega desinteressada e uma mobilização para este processo eleitoral, que deve ser um exemplo de ética, de elevação e com sentido de estado. Claro que, em Janeiro, também se espera o voto de todos os Figueirenses que colocam sempre Portugal primeiro. Na Câmara, o PSD viabilizou o Saneamento Financeiro. Não há novidades, dirão alguns. Mas há. Conseguimos, com a nossa intervenção directa, interferir num documento que denunciámos ter falta de rigor, de padecer de falta de idoneidade, porquanto se assemelhava a uma mera peça contabilística, com vista a mero empréstimo, sendo desprovido de qualquer sentido estratégico e de se apresentar inadequado face à realidade. Tínhamos razão. Se assim não fosse, como se pode aceitar que o documento apresentado pela Vereadora Isabel Cardoso do PS, em 12 de Outubro, como sendo muito bom e estando bem feito, tenha baixado a receita nele prevista em cerca de 28 milhões de euros e a despesa em 32 milhões, para a proposta actual do Presidente da Câmara, depois de acolher, também, as nossas sugestões. Ou a Vereadora se enganou e muito ou foi muito ligeira e irresponsável no estudo inicial o que, de qualquer das formas, não abona nada em favor da sua credibilidade como responsável pelas contas municipais, para mais pela forma como o Presidente chamou a si a condução do assunto. Longe vai o ano em que eu renunciei à função da Protecção Civil, por haver uma inversão completa do que havia tratado eu próprio, quanto à contratação dos novos 22 Bombeiros Municipais. Este é um facto político incontornável: A Vereadora apresentou uma proposta em que o Presidente até desconhecia os detalhes; essa proposta ia ser chumbada na Reunião de Câmara de 12 de Outubro; o Presidente retirou assunto e assumiu pessoalmente a condução do processo, passando a ser ele próprio a tudo tratar nesta matéria; conseguiu-se, assim, à pressa, um documento muito, muito diferente do inicial. Há, assim, um responsável, em primeira instância, pela recente perturbação política sobre esta questão: A vereadora Isabel Cardoso, que não acautelou apresentar um documento que a todos nos mobilizasse, fazendo-nos a todos nele participar em tempo útil.
Quanto ao PSD, nós sempre reconhecemos a necessidade de se proceder ao saneamento financeiro da autarquia e, por isso, disponibilizámo-nos, desde a primeira hora, para colaborar na elaboração de um documento que permitisse chegar a um ponto de entendimento na defesa da saúde financeira do município, sem hipotecar o seu futuro. Formulámos 12 medidas concretas e exequíveis para a diminuição da despesa corrente e fundamentámos bem o estudo da evolução da receita.
Abstivemo-nos. Este não seria o nosso plano de saneamento financeiro, nem no tempo nem no modo, mas somos consequentemente responsáveis e também por isso não nos vamos abster de vigiar atentamente a sua evolução e cumprimento, em especial no que se refere aos compromissos expressos relativamente à dívida de curto prazo, na assunção de que os compromissos assumidos serão integralmente solvidos no exercício a que respeitam e na ausência de qualquer tipo de endividamento durante a vigência do mesmo. O PSD esteve bem, eu acho que esteve muito bem no conjunto de todos os que contribuíram para isto, nas muitas reuniões que fizemos, em especial pelos contributos empenhados do Vereador Miguel Almeida e do Deputado Municipal António Padrão.

Encontros e desencontros

O encontro! No dia 30 de Outubro, amanhã, pelas 18 horas, nos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, vamos assistir a um momento único na vida do PSD local.
Há 36 anos atrás, Barbosa de Melo, Manuel Porto e Mota Pinto rumaram de Coimbra à Figueira da Foz, para levar a efeito uma reunião, exactamente nos Bombeiros Voluntários, que mobilizasse e estimulasse um conjunto de figueirenses a aderir ao PPD e a tomar a iniciativa de aqui criar uma secção. Tiveram êxito e hoje o PPD/PSD tem orgulho no seu passado e regista a ouro todos os momentos do seu percurso de vida, enquanto partido responsável e coerente com os princípios e valores que lhe deram origem.
Muito poucos têm a oportunidade de poder juntar, 36 anos depois, duas personalidades fortes como o Prof. Barbosa de Melo e o Prof. Manuel Porto, dispensando cada um prévia apresentação do curriculum e em que a sua dimensão política, pessoal e profissional precede sempre a sua presença. É claro que a todos convido, militantes ou não e que todos devem sentir-se convidados porque, tenho a certeza absoluta, serão bem recebidos.
E o desencontro!
Percebi que, após este verdadeiro momento de encontro de todas as gerações de social-democratas, em que não vejo outra iniciativa à mesma hora, somos surpreendidos com um verdadeiro desencontro socialista depois de jantar.
No CAE, instalação hoje gerida directamente pela Câmara, às 21h30m, a Junta de Freguesia de S. Julião promove uma Grande Gala de Solidariedade, propondo-nos um extenso programa, com qualidade, que por si só justifica a presença, para além do seu meritório alcance. Mas, 30 m antes, na Casa do Paço, é tempo do Presidente da Câmara se encontrar com quem lá for para debater o estado da autarquia e o futuro do concelho. Como se todos não soubéssemos de cor e salteado, que por mais participação que haja, tudo será condicionado à medida do saneamento financeiro (algum terá de ser feito), pelo menos nos próximos doze anos. Fica, assim, há mesma hora, a necessidade socialista, para parecer bem, da ubiquidade como atributo.
Sobram-me algumas questões, para as quais, desde já aviso, não espero resposta. Será que o executivo da Junta de Freguesia de S. Julião, respeitosa do relacionamento com a Câmara, vai abandonar a sua iniciativa e deixando todos os que convidou a ser solidários no CAE, vai para a Casa do Paço, deixando o espectáculo em piloto automático? Ou vai lá no início para os cumprimentos da praxe e tem 15 m para chegar ao CAE? E os outros Presidentes de Junta, vão ser solidários com o seu colega e vão ao CAE ou deixam-no pendurado e vão junto do Presidente da Câmara ouvir o que todos já sabemos? E os Deputados Municipais, o que irão decidir, num dilema entre a política ou o socialmente solidário? Será que algum Vereador do poder, aproveitando para se isolar do Presidente, se disponibiliza a representar a Câmara no CAE, nesta iniciativa tão louvável e falta à Casa do Paço? Será que não sabia, quem tinha de saber, na Câmara, dos agendamentos do CAE e logo num momento tão publicitariamente importante para o poder socialista? Será que o Presidente da Câmara, responsável por tudo na autarquia, não sabia que a sua própria casa lhe estava a preparar uma partida num dia que considerou importante ao ponto de convidar toda a gente e mais alguns e, até, mandar fazer uns cartazes que distribuiu por aí (afinal há dinheirito para a publicidade)? Será que alguém sabia, porque tinha mesmo de saber e começa a haver algum contra vapor interno às iniciativas mediáticas do Presidente, deixando que tudo acontecesse à mesma hora? Será que não é importante considerar as 800 pessoas que irão ao CAE e que podiam ir à Casa do Paço ouvir o futuro do seu/nosso concelho? Será que alguns vão andar, nessa noite de 30 de Outubro, tipo barata tonta entre a Casa do Paço e o CAE, sempre com os cuidados de uma quase noite das bruxas?
A verdade verdadinha é que, ou houve um enorme desencontro neste agendamento em simultâneo ou já está arranjada quer a desculpa para a fraca afluência à Casa do Paço: são as bruxas, que as há por aí, quer a justificação para a casa cheia: a grande força do poder socialista. Aí é que é.
Por mim podem descansar, desde já me confesso, não posso ir a nenhuma.

SONHAmento financeiro

Como afirmei, em tempo útil, o documento agora apresentado na última reunião do executivo municipal, relativo ao saneamento financeiro, é de uma importância extraordinária para a gestão do município no futuro imediato, mas, ao mesmo tempo, fundamental para a vida autárquica dos próximos 12 anos. À recorrente questão de como vai ser a posição do PSD, na apreciação do orçamento municipal de 2011, disse sempre que importava primeiro acautelar a existência de um bom plano de saneamento financeiro. Como disse e sublinho, este plano condiciona, em tudo, a construção do próximo orçamento e mais, baliza todos os outros nos próximos 12 anos. E o que nos foi presente não é um bom plano, é um mau plano. O PSD afirmou na Câmara, de forma perfeitamente justificada e bem fundamentada pelo Vereador Miguel Almeida, que este documento, tal como era apresentado, não serve os interesses da Figueira da Foz. De igual forma, afirmaram todos os outros restantes Vereadores da oposição, manifestando rejeição em relação ao que lhes era proposto. Não sobrou alternativa ao PS, senão “empurrar com a barriga” o assunto, evitando o seu chumbo imediato e levando-o para uma reunião a realizar para a semana. Não sei como podem, neste espaço de tempo e num documento com tal importância, rever e alterar profundamente o que hoje propõem. Politicamente e deste episódio, ficam vários registos.
Primeiro, a nossa firme e assumida afirmação de que reconhecemos a necessidade de proceder ao saneamento financeiro e de que a dívida a curto prazo, para além da contraída neste último ano e que não é pouca, resulta da gestão anterior do município, levada a cabo pelo PSD em três mandatos. Em segundo lugar e porque assumimos com responsabilidade e coerência o exercício das funções autárquicas, manifestamos a nossa inteira disponibilidade para viabilizar um plano que confira objectiva operacionalidade às contas do Município. Mas, fazê-lo, não implica ter de o fazer em relação a um qualquer documento, nem tão pouco ter agora de decidir de forma errada em relação ao futuro. E é esse mesmo futuro que importa acautelar. Terceiro, que houve uma enorme inabilidade do executivo em gerir este assunto, não partilhando em tempo e com tempo, a construção do documento. O PS não mobilizou opinião, na diversidade de um executivo em que é minoritário, procurando o que é melhor para a Figueira. Quarto, foi construído um plano desprovido de qualquer sentido estratégico. O que nos apresentaram foi um mero documento, que pretende um empréstimo de 31 milhões de euros – o maior da Figueira de todos os tempos, que ignora a actual situação do país e do Concelho e que nos quer fazer crer que, daqui em diante, tudo serão rosas e bom tempo na receita municipal. A verdade é que, tal como está, pode conduzir a uma situação pior nos próximos tempos. Também não encontramos, em nenhuma linha do Plano, nenhuma opção política em qualquer dos eixos do desenvolvimento, que nos aponte um caminho que nos diga o que querem fazer e como o podemos atingir. Assim como foi apresentado, não podemos de forma nenhuma, estar de acordo. Quinto, demoraram muito tempo a apresentar o documento. Se as contas da autarquia estavam de rastos, este deveria ter sido o documento prioritariamente levado a cabo e conduzido pessoalmente pelo Presidente da Câmara. É, igualmente, fraca e de difícil ponderação, raspando mesmo a manipulação da opinião pública, afirmar que este documento é o “do mandato passado”, quando é publico e por vários testemunhado, que ele nunca foi discutido no anterior mandato, nem sequer em privado pelos Vereadores do anterior executivo. Era um documento em rascunho, produzido por uma empresa, a mesma que agora veio a realizar a versão final. Já agora, o outro previa que se amortizasse logo no primeiro ano e o actual confere uma carência de 3 anos, ou seja, este executivo, do empréstimo de 31 milhões de euros, nada quer amortizar no seu mandato deixando isso para o próximo mandato.
Por fim e por agora, os documentos neste executivo andam todos a velocidades erradas. O Plano estratégico devia ter sido construído antes deste. A revisão das taxas municipais deveria ser feita depois da aprovação deste. A auditoria às contas, com este plano, deixa de ter sentido prosseguir e foi só gastar dinheiro para concluir o que já prevemos. Enfim, com tantas receitas no futuro, a crescer sempre, todos os anos 2% e mais, este Plano não é de saneamento financeiro é de sonhamento, porque é um sonho para quem o fez.

Resposta publicada no Jornal seguinte

Há, instalado no espírito de alguns, uma ideia formada e assumidamente levada ao limite na sua posição pública, que é condicionada pelo branqueamento, pela defesa corporativista e pela apreciação histórica dos assuntos em velocidade instantânea. Não padeço de tais maleitas.


De igual forma assumo com total responsabilidade as acções em que eu me envolvo e os cargos que exerço ou exerci, nos quais partilho por inteiro da construção da decisão e da decisão ela própria - quando dela participo - qualquer que seja a minha posição anterior e, com coerência, das consequências que resultam dessa minha participação efectiva. Nos outros casos não é assim e repudio, frontalmente, qualquer colagem indevida e manipuladora para a opinião pública de afirmações que apontem o contrário. Por isso li, com espanto, o espaço que me dedicou na última edição, agradecendo-lhe, ao mesmo tempo, pelas inúmeras provas de concordância com o que afirmo, que o seu texto provocou. Meu caro, como compreende, eu não escrevo com especial preocupação com o seu gosto, que sempre respeitei nas divergências, nem, especialmente, espero o seu silêncio quando escrevo sobre pessoas que, de facto, o director gosta. A Rádio Clube Foz do Mondego entrevistou-me, durante 50 minutos, através do jornalista das Beiras e ele, desse espaço de conversa, retirou o que entendeu. Mas também registo que se lê, às vezes, o que não se escreve – interpretações - e que tendo, pelo menos, um leitor atento, que me relê naquilo que escrevo, também esperava ter um ouvinte. Obrigado.